quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011








Como colocar em palavras 12 meses? Doze incríveis meses? Incríveis? Pois é, nem tanto... Este ano, foi um ano baseado nos fins. Baseado no fim do mundo de 2012. Já que este é o ultimo ano que terá fim, foi o ano de arriscar. Fazer o impossível. Ao contrário de alguns, que viveram intensamente cada segundo, eu vivi o que queria viver. Eu tentei realizar meus sonhos. Mas 2011 não foi fácil, não. Rendeu lágrima, rendeu sorriso, rendeu inimizade. Mas rendeu a minha realidade. Este ano foi a peneirada. Expulsar da minha vida quem não precisa ficar. Tirar quem nunca devia ter entrado. Dar a valor a quem realmente merecia. Desmerecer quem nunca me valorizou. Baseado em todas as aventuras, aí vai minha lista de conselhos. Forcei um relacionamento com meu melhor amigo pra conseguir entender que ele é definitivamente, meu melhor amigo. O bom desse tipo de relacionamento, são as conversas, a intimidade, e o quanto o outro te conhece. Seu melhor amigo é um pedaço da sua alma. Ele te conhece de trás pra frente, e quando você o coloca como seu companheiro, ele sabe exatamente como, quando e aonde você esta com ciúmes. Sabe porque esta nervosa e até quando ficará. Sabe o que fazer, o que falar. Mas, mais do que tudo isso, seu melhor-amigo-futuro-namorado é seu melhor amigo. Ainda estará lá por você, te ajudará, irá te socorrer. Foram três meses imensamente felizes enquanto tentei fazer do meu melhor amigo como meu amor. Mas ele não nasceu pra ser meu amor. Nasceu pra ser o melhor-amigo-amor-da-minha-vida. Porque sim, ele é o amor da minha vida. Porque é meu melhor amigo acima de qualquer coisa. Foi quem esteve comigo como amor, como amigo, colega, ombro, companhia. E depois que ele simplesmente encontrou o amor dele, nós entendemos que seríamos pra sempre, melhores amigos. E assim foi. Assim é. Sempre será. Depois de um tempo, ele começou a namorar e me deixou de lado. Idiota. Mas meu melhor amigo é pra sempre e ele sempre volta pra mim. Ele voltou. Mesmo namorando, voltou. Mesmo com a namorada com ciúmes, ele voltou. Logo depois antigos amores tentaram voltar. E conclui que se é ex-amor, tem motivo pra ser ex. Não se arrisquem num antigo relacionamento se vocês ainda são as mesmas pessoas. Não dará certo. De novo. Mas ex-amor sempre desencadeia um milhão de coisas de lembranças. E foi a época de se apaixonar por mim mesma. Pra saber meu valor, pra entender do porque eu decidi certas coisas em minha vida. E me lembrei que o tempo todo, eu decidia as coisas por amor-próprio. Não passe por cima da sua cabeça por ninguém. Se você se esgota por uma outra pessoa, depois, como você vai comemorar a bonança? Esteja firme e forte. Se for doer em você, não permita. Você é a pessoa mais legal, bonita e interessante que você irá conhecer em toda sua vida. Preserve-se. Não deixe esse posto a mais ninguém. Me fechei para qualquer ex-amor que se reaproximou, e me abri a Deus, novamente. Incrível como ele tem escrito todo meu destino certo em linhas tortíssimas. Como esperado, me afastei da igreja novamente. Eu não consigo me sentar, calar e ficar escutando o que o padre tem a dizer. A minha fé não fica ali. Minha fé mora nas minhas orações, nas dificuldades. Fica nas lágrimas e nas alegrias. Nos momentos de dor, das preces, e dos agradecimentos. Fica nas vitórias e na saúde da minha família. Minha fé se acomoda quando o mal não prevalece ou quanto a benção é derramada sobre as pessoas que amo. Minha fé nunca se esgota e sempre se multiplica. Deus tem me mostrado que quer e vai jogar cada vez mais pesado comigo. E vai fazer isso porque sabe que eu consigo vencer todos os jogos. Não houve dificuldade que eu abaixei a cabeça ou deixei de crer. A cada vez que os círculos se fechavam, mais apegada eu ficava, e mais minha fé se afiava. Agora, não da mais. Eu sou complemente abençoada e não existe nada que me atinja que eu não saiba resolver. As coisas ficam difíceis mas eu me agarro a Ele, que sempre me ajuda. Acreditem em algo. Não é um apelo a minha religião. É um apelo a alma. Acreditem em algo. Tenham fé em alguma religião, ou em alguém. Acreditar em algum ponto de vista é ter uma estrela-guia. É ter sempre pra onde ir e pra onde voltar. É o que vai te proteger e te abençoar. Junto da religião, vieram os velhos amigos. Os velhos amigos dos quais tentei reaproximar. Que você se dedica, conversa. Que você implora pra voltar. Mas eles não querem. E você entende a mensagem. Você se mantém gentil, educada. Você se mantém conversando. Mas você desiste de ter algo mais sólido. Existem pessoas assim, mesmo. Que te querem perto, mas não muito perto. E você simplesmente entende e se mantém. Existem também os amigos das circunstâncias. Amigo das circunstâncias são os amigos que aparecem na bonança. Na fartura. Na hora da festa. Só quando convir. Só enquanto precisa de você. Ou amigo da circunstância, que é aquele que aparece pra causar a dor. Pra manifestar a inveja. Lembrar de algo ruim. Só pra você não ser feliz. Meu conselho sobre isso? Mantenha-os perto. Esse tipo de amigo são os que você pode concentrar toda sua raiva. São os exemplos que você utilizará na hora de falar uma pessoa com alma pequena. Mesquinha. Que vive parasitando a felicidade alheia. Tem os amigos falsos, também. Que aparecem pra captar informações necessárias e logo depois falar mal de você. Falar que você é uma vaca só porque você parou de falar com ela. Falar do quanto ela é esperta por conseguir tudo que quer com você, e falar quão burra você é de não ter percebido. Não me afetam mais. Sei a missão desse tipo de gente. O destino se encarrega de fazer voltar. Mas, acima dos amigos que não valem a perda de tempo, existem os maravilhosos amigos que a vida se encarrega de colocar a seu lado. Os mesmos amigos de sempre, e os novos amigos. Eu me afastei de alguns, por pura convivência. Comecei a conhecer algumas pessoas e reparar que não eram tão amigos assim. Outros, por jogar em dois times e nunca sair de cima do muro, me cansaram. E outros, só me provaram ainda mais que são fieis e que não me deixarão cair. Logo depois, vieram os estudos, apertando, como sempre. E vieram os amigos acomodados. Em um grupo de 5 pessoas, feito para montar uma empresa, só duas trabalharam duro. Claro, tivemos muita ajuda, mas não o suficiente. Acaba que quando uma coisa requer muito seu esforço, você se esquece de outras... Então não adianta se glorificar por passar de ano, passar num concurso, conseguir nota alta, se essa nota não é sua. Não fui a melhor este ano, mas tudo que ganhei foi muito meu. Feito do meu esforço e meu merecimento. Pra terminar o ano, a doença na família. O vício doentio. A falta de confiança. A perda dos amigos. A falta de esperança. Os erros cometidos. Os erros sendo consertados. Erros que se tornaram bênçãos. Erros que só trouxeram coisas boas, e apesar de doer nos outros, você não quer desistir. Mas afinal, quantos outros escolheram os erros do que minhas dores? Minha vez  de acertar. Veio também o entendimento sobre tantas coisas que ficaram confusas. Se colocar no lugar do outro. Perdoar quem não quer ser perdoado. Aceitar provocação de quem errou com você e nunca admitirá. Ver as pessoas que você amou se tornarem pessoas completamente diferentes. Se apaixonar perdidamente por alguém. Por qualquer coisa.  Mas como conselho final: Viva. Não deixe de fazer o que quer e desistir de quem realmente vale a pena, por nada. Doa a quem doer, você não esta fazendo mal a ninguém. Esta fazendo bem a você. Faça o que deve fazer. Arrisque-se. Viva. Já é tarde demais! Comece agora! Corra! Vá. 

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