terça-feira, 6 de setembro de 2011

Você me disse que tem coisas que vale sim passar por cima do orgulho e correr atrás. Mas existem outras que não rendem mais. Por mais que se mantenha, não são como sempre foram. Existem erros imperdoáveis. E a partir daquele momento eu me fechei. E parei de procurar. Não sei se foi um atalho ou um caminho mais distante, mas sei que cheguei. E hoje vejo que se tivesse continuado nas mesmas coisas, estaria num beco sem saída. Por muitas vezes durante o caminho olhei pra trás e vi que podia fazer tudo como queria. Mas me mantive confiante, porque você disse que não, não dava mais certo. Hoje vejo que você tem razão. Mas porque você não está fazendo o mesmo? Não vale mais. Não tente. Não se esforce. Não existe mais nada. Está ridículo te ver assim, e sabe de uma coisa? Ta doendo, doendo pra caralho. Mas ninguém quer saber. Ele quer saber pra ter consciência de até onde você está sob o poder dele. As pessoas querem saber pra se manterem informados. E seus amigos não precisam saber. Eles sentem ao te ver. E eles te darão força. Eu também. Estou aqui. Estou aqui mesmo. Me procura só pra desabafar. Eu tenho conselhos meio retraídos, fechados. Mas é minha forma de proteção. Quero te proteger também. Você não precisa disso, entende? Se não era pra ser, não existe texto, indireta, lágrima, grito ou choro que faça ser. Não vai ser, não vai ser, não vai ser. Repete, até acreditar. Faz um bem, depois que passa... 

sábado, 3 de setembro de 2011

Vem





Vem cá. Vem pra cá. Não quero espaço entre nós. Me abraça, me cheira, me sente. Vem aqui. Senta do meu lado. Faz carinho no meu cabelo. Me fecha os olhos. Me beija a testa. Me beija o nariz. Me beija a boca. Me beija as mãos. Me faz cócegas. E fala que minha risada é a coisa mais gostosa que você já escutou. Que meu cheiro é a melhor coisa que você já cheirou. Que meu beijo é a melhor coisa que você já provou. Me faz arrepiar, me envolve os dedos à nuca. Fica essa noite. Divide minha cama de solteiro comigo. Bem apertado, bem sem espaço. Não quero mais essa distância. Me leva pra janela, conta as estrelas comigo. Faz um pedido. Me pede pro resto da vida. Me deixa ficar, pro resto da vida. Me faz rir. Me carrega, me empurra e me puxa. Eu só quero que você fique e que você me faça feliz. Só quero que você fique pra sempre. Vem e não vai, nunca mais. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Você não será capaz de responder

Você diz que o que eu falo dói. Machuca. é bem provável. Toda ação tem sua reação, certo? Ninguém quis saber o quanto poderia doer em mim. O quanto poderia me machucar, magoar. O quanto poderia me destruir, me quebrar. Fez por fazer. Foi. Mergulhou de cabeça. E me levou contigo. Teus afagos, suas tristezas, suas incertezas. Eu sou obrigada a viver tudo isso? Sim, sou. Estamos acorrentadas nessa. E tudo bem, agora. O que posso fazer, além de aceitar? Nada. Nada que eu faça vai te fazer desistir. Mas não vou me calar. Não vou fingir estar feliz. Não serei educada nem gentil. Não sou, por natureza. E agora, menos ainda.