terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Gente pobre e pequena.

Não suporto essas coisas, essas pessoas. Essa gente baixa, que tem a cabeça pequena e quer entrar no seu mundo grande. Que tem os comentários desnecessários no fim dos momentos felizes, que não aguenta te ver sorrindo. Ela precisa causar, ela precisa tentar. Se o veneno não alcança, ela não desiste. Fica bem, e joga denovo. Não suporto esse tipo de gente. E vivo no meio delas. Sempre querem meu mau, sempre querem meu bem. Querem tudo que eu tenho de bom pra si e tudo que restar, elas torcem pra serem ruins. Vivem das minhas piores lembranças e não me deixam esquecer. São autoras dos piores comentários e medem minha felicidade. Se eu começo a rir demais, elas me limitam. São as típicas pessoas feias e sujas, que tem espelho em casa, e vêem uma princesa no reflexo. Se sentem leves, bonitas e perfeitas. Porque só gente perfeita pode criticar. Se eu insisto em dizer a verdade do que ela vê no espelho, ela fica pequena. Menor do que já é. Se encolhem, fecham a cara e voltam a ser as amigas de sempre. Fazem manha, fingem estar magoadas, até a próxima oportunidade. Esperam qualquer intervalo pra abrir a boca e falar merda. Tenho medo do que acontece quando essas pessoas ficam sozinhas. Sem ter quem criticar, como será que elas vivem? É esse pequena que eu to falando. Vivem por defeitinhos, por pedaços da alma dos outros. Não melhoram a própria vida e não vivem. Não arriscam. Não conhecem. Não se preocupam. Vivem toda uma vida fazendo as mesmas coisas e deixam de ser felizes. É uma pena que elas só descubram isso tarde demais. Quanto a mim, só me resta rir. Tem sempre alguém que sabe minha vida de cor, que sabe todos os meus defeitos e sabem aumentar a lista sempre que eu quero saber minhas qualidades. Tenho sempre alguém que vive da minha sombra e da minha vida, e sempre tenta me diminuir. Quanto mais tentam, maior e melhor eu fico. Fico mais feliz. Mais irônica. Mais sutil. Mais eu. 

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