domingo, 7 de agosto de 2011
Die with me
Extremista, intensa, louca, feliz, forçada, bipolar... Chamem como quiser, chamem como quiser. Eu me entendo como sincera. Sou justa comigo. Não me trapaceio e nem me faço sofrer. Sou uma boa pessoa comigo mesmo, porque cansei dos outros não serem comigo. É por isso que sorrio com todos os ossos do corpo quando estou feliz e choro com todo meu sangue quando estou triste. Porque não quero forçar nada. Dizem que sorrir pra quem não gosta é uma questão de ser maduro e educado. Educação tem a ver com a forma que se é educado. Minha mãe me diz, desde pequena: "Independente de como seja, termine isso feliz. Não minta. Não forja ser o que não é. Se aceite e se ame. Ninguém mais o fará por você." E se eu não estiver feliz, me desculpe, não vou falar que estou. Vou estragar o dia dos outros com meu mau humor, mas você vai saber que algo me incomoda. O que eu mais odeio é isso. Gente que é quase lá. Não sei. Talvez. Sei lá. Não me vem com essas meia-verdades, porque não te pedi em metades. Não gosto de quem finge estar tudo bem pra não sair da zona de conforto. Se for pra virar a vida um inferno, faça dela um inferno. Só não pinte mais essas nuvens e esse céu azul na minha cabeça pra gente não brigar. Pra gente não perder a coisa legal que a gente tem. Se você finge, nós nunca a tivemos. Nós fingimos estar bem e isso me rasga a alma. Vivo infernos todos os dias com milhares de pessoas. Porque é a única coisa legal que a gente tem. E a gente se curte ardendo nesse inferno. Curando feridas, abrindo outras. Mas sabe que eu sou o diabo. Sabe que eu apronto e sei que você também me corta. Mas eu sei quem, eu sei como, e sei porque. E no fim das contas, quando tudo doer, ninguém vai mentir pra justificar. Só não me deixe aguardando o momento mais propício pra que eu faça tudo dar errado. Quero brigar aqui, agora. Quero pintar teu mundo de vermelho e te arrancar sangue. Mas para de forjar que tudo esta bem. Você sabe que não está.
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