terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Carapuça.

Então, posso falar? Não dou a mínima. To cagando pro seu drama, pras suas viadices e seus ataques. Pra sua TPM. Pros seus amores impossíveis. Que se foda você e sua grande atuação. A cortina fechou, o palco caiu. Ninguém aplaudiu. E aí, como vai ser? Você não chamou atenção, sua imagem tão idolatrada está mal. Vamos tirar a máscara? Descer daí? Limpa essa cara, toma vergonha e desce. Para de sonhar e coloca teus pés no chão. E agora sái. Sái daqui, porque ninguém mais quer ver seu show. Suma, porque foi isso que você mais quis durante toda a peça. Vá embora sem agradecer por nossos esforços, por termos segurado essas tábuas pela qual você tanto pisou, por segurar tanto essa cortina que você quis fechar. Vai, porque de ingratidão e falta de amizade eu tenho de sobra. Tem muitos outros atores por aí, usando máscaras e se escondendo em belos sorrisos. Mas você foi demitido, meu bem. Não tem mais peça nenhuma pra você. Sem testes, sem fotos, sem aplausos. Agora saia. E não volta. Por favor. E você sabe, a carapuça serve, claro que serve.

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