Conheci ela no trabalho. É louco porque eu anunciei que ela seria promovida. Liguei para pedir alguns documentos e a parabenizei. Ela agradeceu e desligamos. E a gente não se falou por uns sete meses. Sem nem saber que ela era o amor da minha vida, desliguei o telefone.
Fui enviada pro mesmo andar que ela trabalhava. Um dia ela ligou confusa, precisava de ajuda em uma demanda específica. Procurei seu rosto entre os monitores, mas não encontrei. Os olhos encarando o computador, deixavam claro que ela não fazia ideia do que estava fazendo.
Passamos de colegas de trabalho à amigas em salas de reunião, comentando coisas em redes sociais até dividirmos a mesma garrafa de vinho e a mesma vida. Começamos a namorar quando ela tinha 28 e eu 23, mas parecia que a vida começava ali. Assistimos todos os filmes nacionais no cinema. Comemos todos os tipos de sushi. Queimamos algumas panelas de comida porque a conversa tava boa. Compramos viagens sem checar se era casamento de alguém. Fomos promovidas, formamos na faculdade, compartilhamos nossos melhores amigos. Das dez músicas que eu mais gosto, sete foi ela que me mostrou. Todas são MPB. Aprendi tudo sobre como mulheres engenheiras são sexys quando estão organizando minha agenda porque eu não tenho raciocínio lógico coerente pra fazer sozinha. Eu ri de todos vocês de não terem a sorte de serem namorada dela.
Um dia, terminamos. E não foi fácil. Chorei mais do que no final de "A espera de um milagre". Mais do que "O milagre da cela 7". Até hoje, não tem um lugar que eu vá em que alguém não diga, em algum momento: cadê ela? Acredite: eu me pergunto isso a cada minuto também. Pra sempre você vai fazer falta. Se ao menos a gente tivesse tido uma filha, eu penso. Ela falaria que ia comer chicória, teria cabelo cacheado e seu tom de pele.
Essa semana, pela primeira vez, revi tudo. Nossas fotos, conversas, presentes, cartinhas. Achei que fosse chorar de novo. E o que me deu foi uma felicidade danada de ter vivido um grande amor na vida. Saudável. Leve. As vezes, raso demais, por ser um amor cauteloso. Me senti cuidada e segura a cada segundo contigo. E ter esse amor guardado em cada cartinha e memória, me fez concluir que: Não, não falta nada.
quarta-feira, 15 de abril de 2020
segunda-feira, 23 de março de 2020
São 8 dias para o fim do mês
Você sempre estraga datas importantes: meu aniversário de vinte e quatro anos ou nascimento da minha sobrinha. Tem seus momentos de introspeção e que "não dá conta de lidar comigo" naquele instante. Por ano, devem ter umas cinco datas importantes. Coincidentemente você não consegue lidar comigo exatamente nesses cinco dias.
Hoje eu queria alguma resposta ou um maltrato. Queria qualquer reação pra me nortear nos outros trazentos e sessenta dias que você esta ótima. E não escutei uma sílaba. É claro. Hoje era o segundo dia importante do ano pra mim. Coincidência de novo.
Até que me permiti sair da crise de ansiedade - que a psicóloga que você odeia me ensinou a domar - e coloquei a cabeça pra fora d'água.
Você não deve saber - porque se recusa a fazer terapia - mas aquilo que nos incomoda no outro está dentro da gente. Hoje eu não só escutei essa frase como entendi.
Eu não aguardei sua resposta nas últimas 24 horas. Eu aguardei sua resposta nos últimos dois anos.
E você SEMPRE me respondeu. Eu só não queria escutar.
Não mandar mensagem é uma mensagem.
Silêncio é comunicação.
Mal trato é resposta.
Frieza é fala.
Me desculpe te forçar por tanto tempo a verbalizar com palavras aquilo que você ja respondia ha tempo tempo... com você. E sua personalidade.
Você é muito fácil de ler. É só ler a epígrafe. O histórico sempre esteve lá. Você sempre deixou seus passos transparentes e visíveis. Todo mundo que te amou sabe o fim da história. É só olhar o último jogador. Você é constante e estável. A história sempre se repete. Eu já conheço o final dessa história. Ela acabou hoje.
Hoje eu queria alguma resposta ou um maltrato. Queria qualquer reação pra me nortear nos outros trazentos e sessenta dias que você esta ótima. E não escutei uma sílaba. É claro. Hoje era o segundo dia importante do ano pra mim. Coincidência de novo.
Até que me permiti sair da crise de ansiedade - que a psicóloga que você odeia me ensinou a domar - e coloquei a cabeça pra fora d'água.
Você não deve saber - porque se recusa a fazer terapia - mas aquilo que nos incomoda no outro está dentro da gente. Hoje eu não só escutei essa frase como entendi.
Eu não aguardei sua resposta nas últimas 24 horas. Eu aguardei sua resposta nos últimos dois anos.
E você SEMPRE me respondeu. Eu só não queria escutar.
Não mandar mensagem é uma mensagem.
Silêncio é comunicação.
Mal trato é resposta.
Frieza é fala.
Me desculpe te forçar por tanto tempo a verbalizar com palavras aquilo que você ja respondia ha tempo tempo... com você. E sua personalidade.
Você é muito fácil de ler. É só ler a epígrafe. O histórico sempre esteve lá. Você sempre deixou seus passos transparentes e visíveis. Todo mundo que te amou sabe o fim da história. É só olhar o último jogador. Você é constante e estável. A história sempre se repete. Eu já conheço o final dessa história. Ela acabou hoje.
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
Passageiro, mas não acaba nunca
Agacha na altura dos olhos quando conversa com crianças.
Ama café mas nunca toma nenhum.
Sempre acerta no presente.
É uma ótima dançarina.
Não é estabanada.
É a melhor motorista que eu conheço.
Incrivelmente limpa e organizada.
Não cozinha tão bem quanto pensa. Mas acho um charme.
Chora em filmes, casamentos, brigas, enterros ou com absolutamente nada acontecendo.
Ama cuidar. Não faz por obrigação, mas simplesmente por amar acordar de madrugada, checar febre, dar remédio, fazer comida e de dedicar ao cuidado do outro.
Nunca sabe o que quer mas está sempre realizada em tudo o que faz.
Deixa os outros sempre muito a vontade.
Ama café mas nunca toma nenhum.
Sempre acerta no presente.
É uma ótima dançarina.
Não é estabanada.
É a melhor motorista que eu conheço.
Incrivelmente limpa e organizada.
Não cozinha tão bem quanto pensa. Mas acho um charme.
Chora em filmes, casamentos, brigas, enterros ou com absolutamente nada acontecendo.
Ama cuidar. Não faz por obrigação, mas simplesmente por amar acordar de madrugada, checar febre, dar remédio, fazer comida e de dedicar ao cuidado do outro.
Nunca sabe o que quer mas está sempre realizada em tudo o que faz.
Deixa os outros sempre muito a vontade.
domingo, 15 de setembro de 2019
O significado de Vanessa é borboleta. Da lagarta à liberdade, eu sou o casulo.
Tenho saudade da garota que não vinha aqui desabafar.
Você sabe e eu sei e todo mundo sabe que eu choro em palavras.
Vir aqui é meu atestado de crise. Coloquem os cintos, pois estamos em uma.
Meses ignorando os sintomas e sinais, na esperança que fossem passageiros.
Mas as coisas simples passam a ser coisas dolorosas e densas demais, e todos começam a perceber.
Reunimos toda energia para entrar em uma conversa ou responder provocações com o humor esperado, mas as vezes falhamos e desabamos em público, sem força alguma para se reerguer.
O interessante é que não falta apenas energia para se reestabelecer, mas falta interesse em estar bem. Realmente não quero estar feliz novamente, pois será frustrante sentir essa felicidade reduzida, sentir que não será possivel ser tão feliz como pude um dia, e entender que nunca mais estarei no meu máximo potencial. Não quero viver de nenhuma migalha.
E continuo fazendo o que tenho que fazer. Me apresento no trabalho todos os dias, sorrio para os clientes e acaricio a cabeça da minha namorada. Jogo papo pro ar com meus familiares e tomo uma cerveja com meu pai aos finais de semana. No fundo, uma voz tilintando em minha cabeça, pedindo que aquele dia não necessariamente termine bem, mas que simplesmente termine.
Quando me deito, estou terrivelmente cansada e meu sono que antes me consumia oito horas noturnas, pode se estender até quatorze. Agora eu durmo muito pra estar ausente o tempo todo. E como pouco porque o vazio é impreenchível. Os dias vão em câmera lenta, e, honestamente, eu não sei a diferença de quinta para um domingo. São todos iguais.
E vai se tornando mais difícil, meus amigos não me encontram, minha família não consegue mais estabelecer contato, e eu me condeno a conviver apenas comigo mesma por mais algumas semanas até isolar todos completamente.
Não é triste e nem solitário. É vergonhoso. A maior parte do tempo, tenho vergonha do que faço e do que não faço. Morro de culpa e quero pedir desculpas a todos vocês, mesmo que nada tenha acontecido. Me perdoe por isso também.
Devido a minha total falta de proposito há um imenso abismo entre nós. Agora você já sabe disso e por fim desistiu de estabelecer contato. Eu não estou aberta a nenhuma aproximação. E esta tudo bem. Não consigo acumular energia pra isso, também. Vou te deixar passar.
Minha cartada final é procurar ajuda, pois dessa vez não consegui sair da crise sozinha. Na verdade, alguma vez eu sai?
Espero que você procure ajuda também. Vai ser doloroso essa vida sem mim.
Você sabe e eu sei e todo mundo sabe que eu choro em palavras.
Vir aqui é meu atestado de crise. Coloquem os cintos, pois estamos em uma.
Meses ignorando os sintomas e sinais, na esperança que fossem passageiros.
Mas as coisas simples passam a ser coisas dolorosas e densas demais, e todos começam a perceber.
Reunimos toda energia para entrar em uma conversa ou responder provocações com o humor esperado, mas as vezes falhamos e desabamos em público, sem força alguma para se reerguer.
O interessante é que não falta apenas energia para se reestabelecer, mas falta interesse em estar bem. Realmente não quero estar feliz novamente, pois será frustrante sentir essa felicidade reduzida, sentir que não será possivel ser tão feliz como pude um dia, e entender que nunca mais estarei no meu máximo potencial. Não quero viver de nenhuma migalha.
E continuo fazendo o que tenho que fazer. Me apresento no trabalho todos os dias, sorrio para os clientes e acaricio a cabeça da minha namorada. Jogo papo pro ar com meus familiares e tomo uma cerveja com meu pai aos finais de semana. No fundo, uma voz tilintando em minha cabeça, pedindo que aquele dia não necessariamente termine bem, mas que simplesmente termine.
Quando me deito, estou terrivelmente cansada e meu sono que antes me consumia oito horas noturnas, pode se estender até quatorze. Agora eu durmo muito pra estar ausente o tempo todo. E como pouco porque o vazio é impreenchível. Os dias vão em câmera lenta, e, honestamente, eu não sei a diferença de quinta para um domingo. São todos iguais.
E vai se tornando mais difícil, meus amigos não me encontram, minha família não consegue mais estabelecer contato, e eu me condeno a conviver apenas comigo mesma por mais algumas semanas até isolar todos completamente.
Não é triste e nem solitário. É vergonhoso. A maior parte do tempo, tenho vergonha do que faço e do que não faço. Morro de culpa e quero pedir desculpas a todos vocês, mesmo que nada tenha acontecido. Me perdoe por isso também.
Devido a minha total falta de proposito há um imenso abismo entre nós. Agora você já sabe disso e por fim desistiu de estabelecer contato. Eu não estou aberta a nenhuma aproximação. E esta tudo bem. Não consigo acumular energia pra isso, também. Vou te deixar passar.
Minha cartada final é procurar ajuda, pois dessa vez não consegui sair da crise sozinha. Na verdade, alguma vez eu sai?
Espero que você procure ajuda também. Vai ser doloroso essa vida sem mim.
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Barulho na tranca, alguém abre a porta.
- Quem esta ai?
- Oi! Sou eu, o Edu! Você ainda esta aqui?
- Sim.
- Cara, já fazem meses! Eu vim pra mostrar o apê pro novo inquilino.
- Eu sei... é que... eu não consigo fazer a mudança. As caixas ainda estão por aqui... em algum lugar.
- Como você consegue morar no meio dessa bagunça?
- Sei lá. Fui ficando. É minha bagunça agora.
- Já foi nossa bagunça.
- É.
(Silêncio)
- Eu preciso liberar pro novo inquilino.
- Você não quer que eu arrume a bagunça? Eu posso ficar mais alguns dias, você pode me ajudar e vamos organi...
- Carlos, não.
- Por que não?
- Eu demorei a encontrar esse novo inquilino. Ele não vai querer ver um antigo morador aqui. Você precisa ir.
- Quanto ele vai pagar? Eu quero negociar contigo.
- Não tem negociação. A chave já esta com ele.
- Mas você nem me deixa tentar, Edu. A gente pode organizar nossa bagunça!
- Sua bagunça.
- É... minha.
- Essa bagunça agora é do novo inquilino, Carlos. Deixa ai, vamos embora.
- Mas Edu....
- Vamos.
A porta se fecha. Portas trancadas. O espaço enfim esta vazio. Bagunçado, mas vazio.
- Então é isso? Cada um pro seu canto?
- Sim, Carlos. Tchau.
- Tchau.
(Silêncio)
- Edu?!
- Oi.
- Você sabe que eu sou o proprietário, né?
- Sei.
- Quem esta ai?
- Oi! Sou eu, o Edu! Você ainda esta aqui?
- Sim.
- Cara, já fazem meses! Eu vim pra mostrar o apê pro novo inquilino.
- Eu sei... é que... eu não consigo fazer a mudança. As caixas ainda estão por aqui... em algum lugar.
- Como você consegue morar no meio dessa bagunça?
- Sei lá. Fui ficando. É minha bagunça agora.
- Já foi nossa bagunça.
- É.
(Silêncio)
- Eu preciso liberar pro novo inquilino.
- Você não quer que eu arrume a bagunça? Eu posso ficar mais alguns dias, você pode me ajudar e vamos organi...
- Carlos, não.
- Por que não?
- Eu demorei a encontrar esse novo inquilino. Ele não vai querer ver um antigo morador aqui. Você precisa ir.
- Quanto ele vai pagar? Eu quero negociar contigo.
- Não tem negociação. A chave já esta com ele.
- Mas você nem me deixa tentar, Edu. A gente pode organizar nossa bagunça!
- Sua bagunça.
- É... minha.
- Essa bagunça agora é do novo inquilino, Carlos. Deixa ai, vamos embora.
- Mas Edu....
- Vamos.
A porta se fecha. Portas trancadas. O espaço enfim esta vazio. Bagunçado, mas vazio.
- Então é isso? Cada um pro seu canto?
- Sim, Carlos. Tchau.
- Tchau.
(Silêncio)
- Edu?!
- Oi.
- Você sabe que eu sou o proprietário, né?
- Sei.
sábado, 2 de julho de 2016
Dor
Hoje
não deu. Hoje não tem música que vai animar ou companhia que vai ajudar. Não
tem jeito. A gente fecha os olhos, bebe, reza, fuma, vira madrugada, reproduz
falácia e movimenta um mundo inteiro pra fugir da dor. Mas tem dia que não dá.
A dor fica esperando nossas tentativas cessarem e os atalhos inúteis
finalizarem pra simplesmente sentar na mesa e falar “Não da pra mudar de cômodo
sem passar por mim, meu bem. Eu sou a porta.” E ai você se dá conta que não tem
como fugir.
E
quando digo fugir, estou te avisando: Não tem nem como fazer o caminho
contrário sem passar pela dor. Imagine essa casa, essa casa de três cômodos,
onde o primeiro era onde você estava: uma vida feliz, um relacionamento
estável, um emprego favorável, bem estar e qualidade de vida. Passa-se
sorrateiramente para o segundo cômodo, onde estamos agora: Estamos fingindo que
mantivemos o bem estar do primeiro cômodo, quando, na verdade, estamos no fundo
do poço. Enfeitamos o porão e deixamos a luz fraca pra que ninguém veja os
ratos e a sujeira. E lá vamos nós, tentando novamente ir para o terceiro
cômodo: Acesso negado. A dor, como espectadora fiel, tem nos observado,
aguardando o momento final em que nos rendemos e percebemos que: Não tem jeito,
meu amor. A saída é por aqui. Pelo caos, choro, luto e dor. Se engana aquele
que então, prefere retornar ao primeiro cômodo. Se antes seu escape fora
sorrateiro e imperceptível, quero lhe avisar: Terás que atravessar outra porta,
meu amor. Até pra voltar, tem dor. Aceitas a indicação que te dou: Quando mais
rápido fizer a passagem, mais rápido acaba o sofrimento.
A
passagem é dolorosa, mas sei que sobreviverás. Força, fé. Persiste na dor. Ela
sabe como recompensar. E posso te garantir: A vista é espetacular.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Boa garota
Era só o
que eu queria que você fosse. Uma boa garota. Você poderia apenas ter sido
boazinha, e me tratado bem, e me amado, e me beijado suavemente. Ou você
poderia ter contado no início de tudo, que, você definitivamente era a rainha
dos escorpiões. Que você se disfarça de sapo pra não precisar entrar na
história.
Eu tenho
passado os últimos treze anos da minha vida tentando vender um papel de vilã
que sempre te pertenceu.
Você chega de mansinho,
fingindo ser uma boa garota enquanto observa meu desespero para esconder meu
coração mole por trás dos espinhos e da agressividade.
Mas você sabe: teatro acaba, cortinas se fecham e acabam-se
as farsas. Você não foi uma boa garota. Eu não sou a vilã da novela. E no fim
das contas nem eu nem você prestamos. E também não somos a vilã de nada.
Somos seres
humanos que sangram, erram e acertam.
A
gente se encontrou no erro.
Se é da minha natureza ser
grosseira, é da sua fingir de boazinha para outros. Se é da minha
natureza ser controladora, é da sua ser manipuladora com seus choros e sua
falsa sensibilidade. Se é da minha natureza trair, é da sua também. Pá.
A gente se
encontrou no erro.
Lembra-se de como eu te chamava? Era meu apelido carinhoso referente ao seu peso. É o nome de uma linha de ônibus que eu sempre brincava falando que era sua.
Se você tiver oportunidade, procure sobre brigas entre tubarões e baleias. É sensacional. Tem reportagens em que o tubarão não teve chance. Outras, a baleia foi exterminada.
Não tem vencedor por aqui, entende? A gente perdeu.
E, se você perceber, é sempre uma briga pela carne. Sim. É carnal. Não me sinto mal. Você é bonita de ver. De sentir. De comer.
Enfim…
Você não pode ser o mar. Não merece ser tanto. Você é o ser que se andasse comigo seríamos imbatíveis. Seriamos os dois maiores seres desse oceano. Mas em contrapartida é meu inimigo mortal.
Os tubarões nadam sozinhos, como eu já disse.
Eu só queria que você fosse uma boa garota. Por que eu sou controladora. E você fingiu ser uma boa garota por longos anos, porque é manipuladora. Mas agora nós nos descobrimos seres humanos.
Espero que você tenha enfim se despido pra mim. Ficado nua. Espero poder ver você agora, como realmente és. Estou nua também.
Pelo menos isso.
Você não foi uma boa garota.
Mas pelo menos agora você é real.
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